transcrição 1

(Transcribed by TurboScribe. Go Unlimited to remove this message.) Deixa ela, deixa ela como que é dela, encontrando sentido nos caminhos. Deixa ela pensar, deixa ela andar, deixa ela sentir o sentido, perceber os desvios, entender onde é bem-vinda, onde não é trista, onde deva, onde não é necessar. Deixa ela passar, deixa ela andar, deixa ela ir. Segue adiante se, de fato, há coragem para reconhecer e admitir. A coragem de uma mulher livre, andando na rua, sentindo o vento, sentindo o tecido, o pelo, o tronco. E o pensamento já não é mais nazido, não é perdido, ele começa a fazer sentido. Algo muito esquisito no início, mas depois, logo de imediato, em contato com qualquer símbolo, objeto, nato, pedaço, coisa, em qualquer espaço, tudo começa a fazer sentido. O mundo é dividido entre o que já existe e o que a gente acredita que ainda não viu. Mas para que eu sentiu, é para eu emente a sensação de esse saber latente, de querer dividir com mais gente, compartilhar, multiplicar, para que rapidamente se perceba a grande beleza que é a vida. Não ocorrida, mas a vida passada, pouco a pouco, pedaço a pedaço, um pouco, depois outro, até um espaço, depois outro. Talvez um posto, um abraço, um encontro. Talvez a gente nem ouve mais, enquanto o tempo a gente fez questão de ter ideia, para inventar uma memória nova. Mas é mais fácil fingir que não sente do que ver, descancarado, na nossa frente, presente, permanente, quem se desvia, quem não é você, que não é um cara, o próprio presente. Às vezes que eu me sinto vazia, logo na primeira hora do dia, que de repente o meu peito se enche de um sentimento denso, que vai preenchendo toda a dor no meu estilo reto, toda a minha perfeição em terreno. E depois eu vou deixando lastros, memórias, coisas que vão ficar na história, quadros, quadrarretratos, memórias. De outra hora, lembrava-se que a existência de nós era muito mais ligada com a condução dos nós, que já nos eram herdados, do que com a própria voz que temos. Esse tempo, experiência, conhecimento, momento, experimentado. Esse espaço, esse vasto, esse lastro, esse vazio, esse oco, esse raso, que parece pouco, pode atrapalhar. Quem acostuma a viver maneira, a viver da maneira que a vida oferece, os pequenos pedaços de uma prece, os pequenos pedaços de uma vivência. Mas para que faça sentido a preeminência do próprio indivíduo na presença e na ausência, é preciso ter sentido, existido, experimentado, dividido, compartilhado, contradito ou não entendido, recusado. Esse espaço, esse oco, e o outro lado também faz parte de tudo que cria o próprio universo. (Transcribed by TurboScribe. Go Unlimited to remove this message.)

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Sonhadorzinho

Sonhadorzinho
Uma boa leitura, um momento de frescura pra uma vida dura.

Meu.

É meu, para mim! Quando escrevo, escrevo de mim para eu mesmo, expondo as vontades e dores que tenho na minha individualidade, sem necessidade de explanação, só como uma forma de retirá-los de dentro de mim, sem ter de esquecê-los no tempo. Guardo aqui, os momentos que chorei e sofri, e até os que sorri, para se precisar, lembrar. Principalmente, lembrar o porque de eu não querer mais, sequer, lembrar.

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