11/04/2026
11/04/2026 O tempo passa, todo dia, assim como o corpo exerce suas funções instintivas. Numa cadência programada e involuntária à nossa consciência coexiste, e nos demanda permanência e constância. No silêncio, o vento, elemento, ar, esbarra pensamento e palavra antes de se materializar/verbalizar. E é preciso lembrar que em cada lugar, em cada ponto – de vista – da história – de encontro. Uma pessoa vai perceber/reconhecer/interpretar aquilo que está sendo transmitido de uma forma diferente da que a gente percebeu no início como um simples resgate de memória inconsciente. E é aqui que a poesia me ajuda. Nem tudo tem forma nem permanência absoluta. Então escolher bem a palavra que irá descrever aquele entendimento é o que o fará ser percebido como história ou como devaneio de momento. O silêncio é um estado desconfortável para quem passou a maior parte do tempo em lugares barulhentos, a sensação é de que as coisas se desenvolvem de uma forma extraordinariamente cíclica, num passo lento. Tenho me acostumado mais com o vazio do espaço. Com o abstrato sem ser preenchido. Com a possibilidade da surpresa e do desconhecido. E encarado esse momento com mais humildade e menos argumento. Talvez o silêncio seja a voz que mais fala. Não através de metáfora. Nem de intenção de compreendimento. Mas voz como música que ocupa um espaço – dentro – de vazios sem respostas, não mais como ausência, mas como aceitação, conforto e pertencimento. Reconhecer não saber a resposta é a melhor proposta quando é preciso aterrar – elemento – ao invés de tentar descobrir o que há de vir, e assim acabar perdendo o presente lindo que está acontecendo agora, neste momento. Isso é estar vivo? Ou vivendo? Não quero respostas. A dúvida é a parte mais gostosa do nosso desenvolvimento.
O Deco, O Dé, O Gui, O Sonhadorzinho.
Sonhadorzinho
Uma boa leitura, um momento de frescura pra uma vida dura.








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