Tempo

Tempo Eu tive que parar pra pensar antes de seguir. Tomar um tempo pra perceber que há coisas que o vento não levou… E que ficaram e hoje fazem de mim essa coisa em constante mudança que eu sou. Coisa de carne. Coisa de osso. Coisa de sonho. E haja tempo pra esmiuçar esse sentimento imenso que corre dentro e fora de mim. E enquanto eu me dedicava a olhar com mais atenção a algum momento de mim, o tempo voava e deixava obsoleto o resto que eu ainda precisava digerir. Um dia de cada vez. Vinte e quatro horas em cada novo ciclo. Mil, quatrocentos e quarenta minutos interruptos de um movimento que eu chamava de vez. Pura insensatez! O mundo não para pra que a gente regule o nosso tempo com o movimento - ora feroz ora lento - desse espaço que transpassa feito vento entre nós, materiais rígidos feitos de corpo e pensamentos que se misturam e se perdem com o passar - de cada sentimento que não da tempo da gente observar. Fico sem argumentos pra continuar, então decidi seguir, do jeito que dá. Mesmo inquieta e inconstante. Vivendo cada momento que me restar nesse tempo… nesse vento… nesse lugar.

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Sonhadorzinho

Sonhadorzinho
Uma boa leitura, um momento de frescura pra uma vida dura.

Meu.

É meu, para mim! Quando escrevo, escrevo de mim para eu mesmo, expondo as vontades e dores que tenho na minha individualidade, sem necessidade de explanação, só como uma forma de retirá-los de dentro de mim, sem ter de esquecê-los no tempo. Guardo aqui, os momentos que chorei e sofri, e até os que sorri, para se precisar, lembrar. Principalmente, lembrar o porque de eu não querer mais, sequer, lembrar.

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