Medo
Medo
Precisafa pôr:
Para fora ou para dentro, eu só estava precisando.
Algumas coisas que só falar não bastava mais. Precisava expôr, explicitar, jogar ao léu.
Tenho medo de escuro, de agulha, de terremoto, de acidentes de trânsito;
Tenho medo do gosto para decoração do meu amor, de perder meu amor, de todo esse meu amor;
Tenho medo de chuva forte, tempestades barulhentas, e de dias de muito sol;
Tenho medo de ficar pobre, ficar velho, ficar sozinho;
Tenho medo do funk, de cair do meu pedestal, da minha tia gorda;
Tenho medo de altura, doenças, transmissíveis sexualmente ou não;
Tenho medo de perder o rumo, de perder o jogo, de não encontrar solução;
Tenho medo de não ter amigos, de não ter mais tempo, de perder minha mãe;
Tenho medo de brigar todos os dias, de ficar gordo, perder o corpo e sedução;
Tenho medo de gente cafona, gente sem conteúdo e de assombração;
Tenho medo de impôr demais, dividir de menos, e de ignorar os outros;
Tenho medo do Didi, da Cadilac e do Bozo;
Tenho medo de não ter dinheiro, de ter muito dinheiro, de não administrar bem o dinheiro que eu tiver;
Tenho medo de voltar sozinho das noitadas, de ficar sozinho nas noitadas, dos olhares da noitade sobre o meu amor;
Tenho medo de ser muito possessivo, de ser liberal demais e de talvez dar muito valor ao sexo;
Tenho medo de não sonhar, de não comprar algum bem não durável vez enquando, de vestir calças maiores que o tamanho 40;
Tenho medo de tentar e não conseguir, de subir e cair, e de não levantar quando isso acontecer;
Tenho medo de rock, de filme de terror, das anomalias dos meus amigos;
Tenho medo de voltar a ter TOC, de ser perseguido pelos gnomos, de esconder segredos;
Tenho medo de bomba atômica, aquecimento global e derretimento dos sorvetes que eu tomo;
Tenho medo de repetir roupas, de ser mal interpretado e discriminado;
Tenho medo de não me expressar, de me expressar demais ou de como me expresso depois de beber;
Tenho medo de magoar quem eu amo, de não aceitar perdas, de perder;
Tenho medo de mar bravo, de lama, e de marginal;
Tenho medo de ônibus, de fogo, de tempestades de areia;
Tenho medo de tubarão, de sereia, de saci e de ferrão;
Tenho medo de matemática, do meu antigo professor de matemática e de química também;
Tenho medo de tortura, de caos, de ausência de verdade...
Tive medo de tantas coisas que meu cotidiano superou.
Só pra constar, não tenho medo de barata, eu tenho é NOJO!
23:30 | | 1 Comments
Impessoalidade
Cada vez que leia, espero que tenha uma nova visão, uma interpretação diferente; todo poeta tem esta licença, de escrever uma só coisa para diferentes motivos, e é assim que eu me sinto contigo: um só, para diferentes momentos.
Deixe-me ser impessoal, falando de meus sentimentos e préstimos, daqui pra frente.
Amar tanto, de uma forma estranha e nova, assim como tentar de olhos fechados qualquer coisa muito difícil; é o mesmo que sentir o que eu sinto, sem saber como expressar e expôr, sem tirar nem pôr, fazer e desfazer...
Encontrar quando posso, para saciar a vontade que consome sempre, que quer sempre, mas que pode menos que isso.
Então, basta olhar, direta e discretamente dentro. Transparecer no sorriso o que os olhos já me disseram, e reviver cada motivo a cada momento, contigo.
E se não soubermos, eu ou você; ou nós, ao mesmo tempo, como dizer... já nem acredito em poder dizer o quão coisas você me faz sentir, é imprevisível, inefável.
E não importe o quanto eu grite ou bata, esperneie ou musmurre... eu sem você já não posso mais.
Depois do amor não sei a que estágio que isto chega... é mais, maior, advérbio de intensidade em todos os momentos, sejam sós ou bem acompanhados. Considere sós todos os outros que não se tem o seu calor.
E todos estes feromônios que inebriam antigos sonhos e entorpecem sentidos, fazem romantismo até no inapropriado.
Ainda não consigo impessoalizar meu desejo, nosso sexo. Ao teu lado abandono tudo: meu gênero, pudores, vestígios.
Perco a direção quando falo de você, fico entre altos e baixos, sem saber, se subir, ou se descer.
Conhecer nossas diferenças me faz mais seguro, não conseguiria amar tanto, alguém que ameaçasse meu ego; diferentemente de você, que o completa!
E termino confessando, eu, escolhi você! Escolhi porque poderia ser d'outros, e não quis; escolhi, premonizei, seduzi, e me apaixonei. Daqueles momentos, no primeiro contato, desde o primeiro contato, mão a mão... seu cheiro está em mim, e seu calor me carece.
Que seja intenso enquanto dure, e que dure eternamente.
21:00 | | 0 Comments
Saber lidar.

Saber lidar...
Eis a questão: Saber lidar ou não?
Frente àquilo que é novo, a experiência, longinqua, se faz ausente; mas a capacidade de escape e confiabilidade de potencial próprio, me safam, sempre, de situações ''inexperientes''.
E então, na maioria das vezes, tais situações são tidas em função do contato com os meninos mais novos, primos ou não, que procuram em mim respostas as suas dúvidas. É com eles, sem dúvidas, que eu tenho meus momentos de sábido fajuto. Aquele que fala como se soubesse o que diz, ou tivera vivido tudo aquilo, ou pelo menos em parte vivido.
É bom. Nem tão verdadeiro. Contudo, verdadeiramente capaz de transbordar qualquer ego. Principalmente o meu, egocêntrico e potecialmente tônico, ego.
E por falar em alimento, alimento de ego, de alma, bom seria se, os momentos vividos neste dia, durassem para sempre; quem sabe, pelo menos, se repetissem mais vezes; ou então, que eu não tivesse tanta certeza de que fora o primeiro e único.
Falo de alguém que, queira eu ou não, tem a capacidade genética de me fortalecer ou me endurecer. Geralmente, com exceção somente deste dia, ele me endurece.
Foi bom ouvir tudo que dizia de mim à outros, dizia com orgulho, e de certa forma parecia dizer com outras intenções, mas dizia, e isso me basta. Falava de mim como alguém capaz de fazer, ser e estar. Me citava como bom exemplo, mesmo eu sabendo que muito do que consegui, sozinho, não fora tão exemplar assim.
Fingia não ouvir o que ele dizia, mas ouvia, ouvia e sorria.
No assunto com os novatos, ouvia as palavras tão raras daquele, que naquele momento, me enobrecia. Ouvia, ouvia e sorria.
Nem mesmo a tensão que me aguardava pelas obriações posteriores, me faziam parar de sorrir.
Já de se esperar, o mesmo que adoça é o que amargaria. Só não imaginara que o intervalo de um a outro duraria tão pouco. Nem duraria, apenas seguiria a ordem, e voltaria a ser como antes, como sempre.
E então, eu me faço presente, ausentando minha presença, deixando apenas meu estado físico, e viajando sozinho nos pensamentos, sonhos, e até nas paisagens do caminho... Queria apenas fingir eterno aquilo que já acabara, e mesmo sabendo que não voltaria, eu queria, ouvia e sorria.
E sabendo ou não, eu lidei; e voltando ao normal, estabelecemos nosso diálogo, nossa falta de.
Frente àquilo que é novo, a experiência, longinqua, se faz ausente; mas a capacidade de escape e confiabilidade de potencial próprio, me safam, sempre, de situações ''inexperientes''.
E então, na maioria das vezes, tais situações são tidas em função do contato com os meninos mais novos, primos ou não, que procuram em mim respostas as suas dúvidas. É com eles, sem dúvidas, que eu tenho meus momentos de sábido fajuto. Aquele que fala como se soubesse o que diz, ou tivera vivido tudo aquilo, ou pelo menos em parte vivido.
É bom. Nem tão verdadeiro. Contudo, verdadeiramente capaz de transbordar qualquer ego. Principalmente o meu, egocêntrico e potecialmente tônico, ego.
E por falar em alimento, alimento de ego, de alma, bom seria se, os momentos vividos neste dia, durassem para sempre; quem sabe, pelo menos, se repetissem mais vezes; ou então, que eu não tivesse tanta certeza de que fora o primeiro e único.
Falo de alguém que, queira eu ou não, tem a capacidade genética de me fortalecer ou me endurecer. Geralmente, com exceção somente deste dia, ele me endurece.
Foi bom ouvir tudo que dizia de mim à outros, dizia com orgulho, e de certa forma parecia dizer com outras intenções, mas dizia, e isso me basta. Falava de mim como alguém capaz de fazer, ser e estar. Me citava como bom exemplo, mesmo eu sabendo que muito do que consegui, sozinho, não fora tão exemplar assim.
Fingia não ouvir o que ele dizia, mas ouvia, ouvia e sorria.
No assunto com os novatos, ouvia as palavras tão raras daquele, que naquele momento, me enobrecia. Ouvia, ouvia e sorria.
Nem mesmo a tensão que me aguardava pelas obriações posteriores, me faziam parar de sorrir.
Já de se esperar, o mesmo que adoça é o que amargaria. Só não imaginara que o intervalo de um a outro duraria tão pouco. Nem duraria, apenas seguiria a ordem, e voltaria a ser como antes, como sempre.
E então, eu me faço presente, ausentando minha presença, deixando apenas meu estado físico, e viajando sozinho nos pensamentos, sonhos, e até nas paisagens do caminho... Queria apenas fingir eterno aquilo que já acabara, e mesmo sabendo que não voltaria, eu queria, ouvia e sorria.
E sabendo ou não, eu lidei; e voltando ao normal, estabelecemos nosso diálogo, nossa falta de.
20:49 | | 0 Comments
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O Deco, O Dé, O Gui, O Sonhadorzinho.
Sonhadorzinho
Uma boa leitura, um momento de frescura pra uma vida dura.
Meu.
É meu, para mim! Quando escrevo, escrevo de mim para eu mesmo, expondo as vontades e dores que tenho na minha individualidade, sem necessidade de explanação, só como uma forma de retirá-los de dentro de mim, sem ter de esquecê-los no tempo. Guardo aqui, os momentos que chorei e sofri, e até os que sorri, para se precisar, lembrar. Principalmente, lembrar o porque de eu não querer mais, sequer, lembrar.









